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MARÉ ALTA

porque a liberdade está a passar por aqui

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Fitch sobe-nos o rating. E agora?

 

 

"Nunca antes uma das três principais agências de rating tinha decidido, num só momento, aumentar em dois escalões a avaliação da dívida soberana portuguesa”

Esta frase foi proferida pelo nosso reconhecido Ministro das Finanças, recentemente eleito como Presidente do Eurogrupo.

Mas qual é a importância da Fitch nos ter aumentado o rating?

Do ponto de vista de quem vê o rating subir, de quem está na mó de cima, é só mais um fator a adicionar a um bom momento.

Mas é preciso recordar que não há muito tempo todos criticavam as agencias de rating.

Bloco de Esquerda em dezembro de 2010:

“BE sublinha "falta de credibilidade" das agências de 'rating' e critica opções de PS e PSD”

Durão Barroso, do PSD, enquanto Presidente da Comissão Europeia em junho de 2013:

“Barroso critica agências de rating por não melhorarem classificação de Portugal”

Mourinho Félix, secretário de Estado adjunto e das Finanças pelo PS, em abril de 2017:

Mourinho Félix critica "rating" de lixo atribuído a Portugal

Carlos Tavares, Presidente da CMVM, em julho de 2011:

Presidente da CMVM critica «oligopólio» formado por agências de rating

Jerónimo de Sousa, pelo PCP, em julho de 2011:

PCP acusa Governo de depender das agências de 'rating', BE critica austeridade

Em Janeiro de 2016 António Costa demonstra desagrado com as agencias de ratings, mas agora que o vento sopra claramente a favor: “Subida do rating é fruto de "boas políticas", defende António Costa”

 

Conclui-se, portanto, que ninguém gosta das agencias de ratings, exceto quando estas trazem boas noticias.

Todos sabemos que são empresas que se movimentam sem escrúpulos e em beneficio de quem lhes trás mais dividendos, mas se elas dizem que estamos a trabalhar bem, porque não, aceitar a sua opinião?

E é nesta falta de coerência que estas “instituições” perpetuam a sua existência.

Ouvi dizer, por parte de elementos da esquerda, que é durante a bonança que se devem aumentar os impostos, para os poderem baixar nas crises.

Diria que observações sobre agencias de rating, seguem o mesmo principio. É preciso excomunga-las na bonança para não nos atormentarem durante as crises.

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